
Manaus (AM) ─ Faltando exatos 30 dias para o primeiro turno das Eleições 2026, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) deflagrou uma operação milionária para a compra de passagens aéreas, fluviais e terrestres destinadas ao envio de tropas para o interior sob a alegação de garantir a segurança no pleito, que acontece no dia 4 de outubro.
O contrato, orçado em mais de R$ 2,4 milhões por meio do Pregão Eletrônico nº 379/2026-CSC, acendeu um sinal de alerta e levantou fortes suspeitas sobre o uso dos recursos públicos, uma vez que todos os municípios amazonenses já possuem seus contingentes policiais locais fixos e planos rotineiros de deslocamento operacional devidamente estruturados para o exercício da segurança.
A pressa e as regras nebulosas do edital montado pelo Centro de Serviços Compartilhados (CSC-AM) expuseram um cenário de falta de transparência nas vésperas do pleito.
Além da indefinição do valor estimado para a taxa de agenciamento das passagens, a administração alterou os critérios sobre a aceitação de taxas de serviço negativas a poucas horas da abertura da sessão pública, sem reabrir os prazos legais para que as empresas concorrentes reavaliassem suas planilhas financeiras, gerando insegurança no certame.
Veja a tabela dos valores:
A movimentação suspeita na reta final da campanha eleitoral levou o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) a intervir no caso. Em decisão monocrática, o conselheiro Érico Desterro acolheu a representação com pedido de liminar e determinou a paralisação imediata do pregão.
O órgão de controle proibiu qualquer ato de homologação, adjudicação ou assinatura de contrato até que as irregularidades no edital sejam saneadas, travando a liberação dos R$ 2,4 milhões por parte do Governo do Estado.
Veja a decisão:
Da Redação
















