
Manaus (AM) ─ Em uma das sessões mais tensas da história recente do Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, encerrou, nesta segunda-feira (15/09), os trabalhos do Plenário sem uma deliberação final sobre o mérito da Petição 16.662.
O julgamento foi paralisado por volta das 18h (horário de Brasília) após o ministro Flávio Dino solicitar vista dos autos, logo em seguida a um forte bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça.
Antes da interrupção, o placar no Plenário já registrava a maioria de 4 votos a 1 em favor do apensamento e da juntada das Petições correlatas, em conformidade com a tese de conexão e continência defendida pelo ministro Alexandre de Moraes e acompanhada por outros integrantes do colegiado.
A crise institucional atingiu o ápice no momento em que o ministro André Mendonça declarou não haver indícios nos áudios da Polícia Federal envolvendo o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Na sequência, o ministro Gilmar Mendes rebateu com severas críticas à atuação de Mendonça, classificando a conduta do colega como “policialesca” e afirmando que o procedimento expunha o tribunal ao ridículo. A discussão levou à intervenção direta de Edson Fachin para reestabelecer a ordem.
Logo em seguida, o ministro Flávio Dino tomou a palavra e direcionou duras críticas à condução da Presidência, apontando que a convocação da sessão extraordinária ocorreu de forma desastrosa.
Ao anunciar o pedido de vista, Dino travou a continuidade da votação, impedindo que o colegiado avançasse sobre o pedido de extinção do processo formulado pela Procuradoria-Geral da República.
Com a concordância de Fachin ao pedido de vista, a sessão foi oficialmente suspensa e a matéria segue sem data para retornar à pauta do Plenário.
Da Redação







