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Trump afirma que navios já circulam no Estreito de Ormuz; Irã fala em cobrança de taxas

O presidente dos EUA, Donald Trump declarou que embarcações começaram a se movimentar pelo canal estratégico ─ FOTO: Reuters  

 

Manaus (AM) — Um dia após o anúncio histórico de um acordo para o fim das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, o presidente americano Donald Trump afirmou, nesta segunda-feira (15/06), que o fluxo de navios cargueiros e petroleiros já começou a ser normalizado no Estreito de Ormuz. A região é o principal corredor de escoamento de petróleo do mundo.

Os navios já estão começando a se movimentar livremente -, garantiu Trump a jornalistas na Casa Branca.

Apesar do otimismo de Washington, o governo iraniano adotou um tom mais cauteloso e ainda não confirmou oficialmente a normalização total do tráfego.

A trégua, celebrada no domingo (14/06), já enfrenta seu primeiro teste de narrativa. Enquanto Donald Trump assegurou publicamente que o acordo prevê a livre circulação de mercadorias sem custos adicionais, Teerã subiu o tom nesta segunda-feira.

Fontes do governo iraniano declararam que o país pretende, sim, cobrar taxas ambientais e de segurança de todas as embarcações estrangeiras que cruzarem as águas territoriais do Estreito de Ormuz. Trump, por sua vez, rebateu categoricamente, afirmando que “não haverá qualquer tipo de pedágio”.

Entenda a importância do Estreito de Ormuz ─ O canal é um ponto geopolítico vital para a economia global. Por lá passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no planeta.

  • Localização: Conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
  • Largura mínima: Apenas 33 quilômetros no seu ponto mais estreito.
  • Impacto no Brasil: Qualquer instabilidade no local costuma inflacionar o preço do barril de petróleo do tipo Brent, impactando diretamente a política de preços de combustíveis da Petrobras e o bolso do consumidor amazonense.

Cenário de incertezas ─ Analistas internacionais apontam que, embora o cessar-fogo e a reabertura do canal sejam passos cruciais para estabilizar os mercados financeiros, a divergência sobre as taxas portuárias e de trânsito mostra que a diplomacia entre Washington e Teerã ainda caminha sobre gelo fino.

O mercado de commodities opera em regime de volatilidade nesta segunda-feira, aguardando pronunciamentos oficiais e imagens de satélite que comprovem o volume real de tráfego de navios na região.

Da Redação, com informações de agências internacionais

 

 

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