
Manaus (AM) — A inclusão do aeroporto de Parintins, município distante 396 quilômetros de Manaus, no pacote de concessões federais, articulada a apenas três meses do Festival Folclórico, sinaliza uma mudança estrutural para o principal portão de entrada da Ilha da Magia.
A estratégia de atrelar o terminal ao bloco de Viracopos (SP) é vista como o caminho para garantir investimentos em tecnologia e conforto, atendendo à demanda dos milhares de turistas que desembarcam na região anualmente.
O modelo de “subsídio cruzado” permite que a futura operadora privada utilize a rentabilidade de grandes centros para modernizar terminais regionais. Para Parintins, a expectativa recai sobre a expansão das salas de embarque, climatização e reforço na segurança operacional da pista.
O objetivo é elevar o aeroporto Julio Belém a um padrão de atendimento internacional, condizente com a magnitude da disputa entre os bois Caprichoso e Garantido.
Além do impacto imediato no festival, a desestatização visa consolidar a infraestrutura de Barcelos e Itacoatiara, integrando o interior do Amazonas às rotas econômicas nacionais de forma permanente.
Para o setor produtivo local, a gestão profissionalizada pode resultar em maior eficiência logística e na potencial redução de custos operacionais das companhias aéreas, estimulando o turismo sustentável para além do calendário festivo de junho.
Da Redação, com informações de OGlobo







