
Manaus (AM) – Uma grave denúncia de descaso com o dinheiro público e paralisação de projetos essenciais foi feita nesta quinta-feira (09/10) pelos vereadores Edinho da Vila (União Brasil) e Artenizia da Silva (PDT), da Câmara de Jutai, município distante 985 quilômetros de Manaus.
Em vídeos gravados, os parlamentares expõem o abandono de obras que somam milhões de reais em investimentos e cobram transparência da Prefeitura Municipal. O caso mais alarmante envolve o Estádio Municipal, uma obra iniciada em 2017 e que, após oito anos, nunca foi concluída.
Segundo a denúncia, cerca de R$ 985 mil destinados ao projeto teriam “sumido”, deixando a estrutura inacabada e inutilizada. A magnitude do valor, se confirmada, aponta para um potencial desvio massivo de recursos.
Além do estádio, os vereadores apontam a inércia em duas outras obras cruciais para o desenvolvimento social e a saúde do município:
► Escola de Educação Básica: Um projeto orçado em R$ 2.578 milhões que, embora contratado em 2023, segue aguardando o início da construção.
►Unidade Básica de Saúde (UBS): Com um valor de R$ 2.045.371 milhões, a obra de saúde sequer foi iniciada, deixando a população sem o investimento prometido.
As denúncias indicam um padrão de paralisação e abandono, atingindo áreas vitais como esporte, educação e saúde. O total dos recursos citados, entre verbas desaparecidas e projetos parados, ultrapassa os R$ 5,6 milhões.
MPAM e TCE-AM acionados ─ Diante da gravidade das acusações e da aparente má gestão dos recursos públicos, a situação exige uma intervenção imediata dos órgãos de fiscalização.
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) precisam agir com urgência para investigar o descaso da Prefeitura de Jutaí.
Para os vereadores de Jutai, é fundamental que sejam abertos inquéritos para rastrear o destino dos R$ 985 milhões do Estádio e fiscalizar os contratos das obras da Escola de Educação Básica e da UBS que nunca saíram do papel.
A população de Jutai, que depende desses investimentos, clama por respostas sobre o uso indevido de verbas que deveriam garantir melhorias na qualidade de vida do município. A pressão dos vereadores evidencia a necessidade de responsabilização dos gestores e a retomada imediata dos projetos paralisados.
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Da Redação







