
Manaus (AM) ─ A crise no atendimento de urgência e emergência na capital amazonense tomou proporções dramáticas no início da noite desta segunda-feira. Desde as 18h, o Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Machado, na zona Leste de Manaus, paralisou a recepção de novas vítimas de politrauma trazidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com pacientes que enviaram fotos e vídeos do local, as macas com pacientes levados à unidade de saúde pelo Samu estão sendo retidas por médicos com pacientes já avaliados e estabilizados, e não tem para onde transferi-los.
Sem autorização para descarregar as vítimas e sem poder recuperar as macas e equipamentos retidos, os socorristas do Samu estão impedidos de retornar às bases operacionais.
Na prática, a conversão dos veículos de resgate em leitos fixos de internação provisória desfalca a frota do atendimento pré-hospitalar e compromete gravemente o resgate de novos chamados de urgência e emergência em todas as zonas de Manaus.
A paralisão do fluxo de entrada no João Lúcio gera um efeito dominó sobre o sistema de saúde da capital. Como o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na zona Centro-Sul, também opera no limite e sem vagas para absorver transferências, os socorristas não encontram alternativa de regulação para o escoamento dos pacientes graves.
Paciente foge por falta de cirurgia do João Lúcio e morre na frente do hospital
A retenção das equipes e dos veículos no pátio do HPS João Lúcio já dura horas, deixando a população desassistida no momento em que os chamados de acidentes e ocorrências noturnas começam a intensificar.
O portal Amazonas365 cobrou um posicionamento urgente da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), responsável pelo Samu Manaus, sobre o plano de contingência para liberar as ambulâncias retidas e reestabelecer o atendimento móvel na cidade.
Veja o vídeo:
Da Redação







