Início Polícia MPAM prende dois policiais por facilitação de fuga e oficial é exonerado

MPAM prende dois policiais por facilitação de fuga e oficial é exonerado

O major Galeno Edmilson de Souza exonerado; estrutura do comando sofre duro golpe ─ FOTO: Reprodução  

 

Manaus (AM) ─ A investigação sobre a fuga em massa de 23 custodiados do Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas avançou nesta terça-feira (17/03) com a deflagração da Operação Sentinela pelo Ministério Público do Estado (MPAM). A ação resultou na prisão preventiva de dois policiais militares que estavam de serviço na guarda da unidade no dia 27 de fevereiro, data em que a evasão foi detectada.

Além das prisões, a 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial (Proceapsp) cumpriu dois mandados de busca e apreensão com o objetivo de colher novas provas e identificar se outros agentes colaboraram com a saída irregular dos detentos.

Os detalhes da operação revelam um cenário de grave quebra de hierarquia e disciplina dentro da estrutura prisional militar.

Segundo o promotor Armando Gurgel Maia, as medidas cautelares são fundamentais para garantir que a apuração ocorra sem interferências, preservando a ordem pública e a integridade do sistema de custódia.

Os mandados foram executados com o apoio da Diretoria de Justiça e Disciplina da PMAM, funcionando como Polícia Judiciária Militar para assegurar o rigor técnico dos procedimentos.

Paralelamente às prisões, a estrutura de comando do presídio sofreu um duro golpe administrativo.

O ex-major Galeno Edmilson de Souza Jales, que já havia sido preso preventivamente logo após o episódio por ser o diretor responsável pela unidade, foi oficialmente exonerado e excluído dos quadros da Polícia Militar do Amazonas nesta segunda-feira (16/03).

O decreto foi publicado no Diário Oficial e encerra a trajetória do oficial na corporação, fundamentando-se em pareceres da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-AM) que apontaram desvio de conduta e omissão na fiscalização das atividades dos custodiados sob sua gestão.

As investigações agora buscam esclarecer a suspeita de que os policiais em custódia não apenas fugiam, mas utilizavam as saídas ilegais para a prática de crimes externos.

O Ministério Público ressalta que o processo continua em curso e que as novas diligências visam identificar a extensão da rede de facilitação.

Enquanto os dois PMs presos hoje permanecem à disposição da Justiça Militar, a exclusão de Galeno sinaliza a tolerância zero do Executivo estadual com falhas na supervisão de unidades de segurança, especialmente após a constatação de que a “porta aberta” no Núcleo Prisional era uma situação recorrente e de conhecimento dos escalões superiores da unidade.

Da Redação

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