
O corpo de Carlos Guilherme no rip-rap e a imagem dele que viralizou durante castigo imposto pela fação a um rapaz ─ FOTO: Reprodução
Manaus (AM) – A violência que impera no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus, fez mais uma vítima na noite desta terça-feira (20/01). Carlos Guilherme Caldas, de 25 anos, vulgo “Mexicano”, foi executado a tiros na Rua 8 do conjunto Vila Marinho.
A morte do jovem, apontado como um braço operacional de uma facção criminosa que domina o tráfico de drogas na capital amazonense, ocorre em um momento de extrema exposição: dias após viralizarem vídeos onde ele aparece coordenando sessões de tortura em “tribunais do crime”.
A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que a motivação do crime está diretamente ligada à participação ativa de “Mexicano” em sessões de justiçamento da facção.
Segundo investigadores, o vídeo que circulou recentemente nas redes sociais — onde Carlos Guilherme aparece segurando uma vítima enquanto comparsas aplicam golpes de paulada — teria “selado seu destino”.
A polícia acredita que a execução pode ter sido um revide de uma facção rival ou até mesmo uma “queima de arquivo” interna, uma vez que a exposição excessiva das imagens atraiu a atenção das autoridades para as lideranças da área.
No submundo do crime, o papel de “Mexicano” era o de conter as vítimas acusadas de furtos ou invasões, garantindo que as punições impostas pela facção fossem cumpridas sem resistência.
O crime ─ A execução ocorreu de forma cinematográfica e cruel. Carlos Guilherme havia acabado de sair de uma taberna e montava em sua motocicleta quando foi interceptado por homens armados. Os criminosos efetuaram diversos disparos à queima-roupa.
Na tentativa desesperada de fugir, a vítima ainda acelerou o veículo, mas perdeu o controle e caiu em um igarapé próximo, onde o corpo foi encontrado já sem vida. O caso agora está sob os cuidados da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Para a polícia, a morte de “Mexicano” é mais um capítulo da guerra sangrenta por controle territorial e imposição de medo que assola as comunidades de Manaus, onde o vídeo de uma tortura serve tanto como demonstração de poder quanto como o próprio atestado de óbito do agressor.
Da Redação







