
Manaus (AM) – O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) subiu o tom das críticas contra a cúpula do Executivo estadual após as renúncias simultâneas do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (Avante) para concorrerem a cargos eletivos nas eleições deste ano.
Em vídeo publicado em suas redes sociais na manhã deste domingo (05/04), Ramos classificou a movimentação — ocorrida nos minutos finais do prazo de desincompatibilização — como um “desrespeito” e uma “traição” ao eleitorado amazonense.
Para o petista, a saída da chapa eleita em 2022 para disputar cargos no Legislativo configura um “conchavo eleitoral” destinado a entregar o comando do estado a aliados que não foram escolhidos pelo voto direto para o cargo de governador.
─ O que aconteceu na calada da noite de ontem é uma vergonha. Wilson Lima e Tadeu de Souza só confirmam os aventureiros e irresponsáveis da política que são -, disparou Ramos na gravação.
O ex-parlamentar, que transita no campo progressista e é aliado do governo federal, comparou a atual gestão com as oligarquias políticas tradicionais do Amazonas para enfatizar sua crítica.
─ Nem os políticos tradicionais, com todos os seus defeitos, jamais cometeriam tamanha molecagem -, afirmou, acrescentando que o grupo “esqueceu de combinar com o povo” e que a resposta virá nas urnas.
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Embate direto ─ A reação de Marcelo Ramos não se limitou à crítica administrativa; ela selou o tom da disputa eleitoral que se avizinha. No mesmo vídeo, Ramos confirmou que é pré-candidato ao Senado Federal, posicionando-se como o principal contraponto a Wilson Lima na corrida pelas duas cadeiras da Câmara Alta. “Agora, mais do que nunca, sou candidato a senador para enfrentar e derrotar Wilson Lima”, declarou.
A ofensiva de Ramos sinaliza que a sucessão estadual e a disputa pelo Senado serão marcadas pelo debate sobre a continuidade dos mandatos e a ética nas composições políticas.
Com a renúncia da chapa majoritária, o Amazonas entra em um período de governo interino sob Roberto Cidade (União Brasil), enquanto os blocos oposicionistas, liderados por nomes como Ramos e o senador Omar Aziz (PSD), articulam a ofensiva contra o grupo que deixou o poder.
Da Redação







