
Manaus (AM) — Com dimensões continentais e desafios geográficos que exigem um planejamento estratégico minucioso, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) intensifica, a partir deste mês de junho, a complexa operação logística para a realização das Eleições Gerais de 2026, marcadas para o dia 4 de outubro.
Faltando exatamente 114 dias para o pleito, a gigantesca extensão territorial do estado, aliada à dependência do transporte fluvial e às peculiaridades do interior, demanda uma engenharia antecipada para assegurar que a votação ocorra com total segurança e dentro dos prazos regulamentares.
O plano integrado, em pleno andamento, envolve o mapeamento detalhado de rotas estaduais, a contratação de frotas específicas e o envio de equipes técnicas para que a estrutura chegue aos mais de 2,8 milhões de eleitores aptos a votar em todo o Amazonas.
Toda essa engrenagem dá conta desde o transporte inicial dos equipamentos até o suporte pós-votação nas comunidades mais isoladas das calhas dos rios. Segundo o assessor de Gestão das Eleições do TRE-AM, Marcelo Sussuarana, a dinâmica eleitoral no estado é moldada pelas águas e, em casos mais isolados, pelo espaço aéreo.
─ O Amazonas possui características únicas, e grande parte do deslocamento depende dos rios. Em algumas regiões, o transporte aéreo também é indispensável. Por isso, o planejamento é realizado com antecedência e envolve o acompanhamento constante das condições de acesso para garantir que toda a estrutura esteja disponível no dia da votação -, destacou Sussuarana.
Para o pleito deste ano, a Justiça Eleitoral mobilizará mais de 9 mil urnas eletrônicas e contará com o suporte estratégico de sete aeronaves, além de contratos fluviais robustos.
O contingente humano para a operação é estimado em 35 mil pessoas, unindo mesários, coordenadores de seções, técnicos de urna e servidores.
Essa força-tarefa ganha o reforço crucial de instituições parceiras, como as Forças Armadas e os órgãos de segurança pública do Estado, garantindo a escolta dos equipamentos e a ordem nos locais de votação.
Além do isolamento natural, o clima é outro fator decisivo que dita o ritmo dos trabalhos neste momento do ano. O monitoramento das condições climáticas, especialmente as severas estiagens ou as grandes cheias que transformam o cenário amazônico, é feito em tempo real.
Variações drásticas no nível dos rios podem exigir mudanças repentinas de rotas ou a antecipação de envios para evitar o isolamento de comunidades ribeirinhas e indígenas, assegurando que o direito ao voto chegue, sem falhas, a cada cidadão amazonense no dia 4 de outubro.
TRE-AM muda locais de votação de pontos tradicionais em Manaus; confira as alterações
Da Redação, com informações da assessoria de imprensa







