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André Mendonça defende Jorge Messias após rejeição no Senado: “Brasil perde”  

Jorge Messias foi rejeitado pela ala evangélica; para Mendonça “o Brasil perder um grande ministro” ─ FOTO: Carlos Moura/Agência Senado  

 

Manaus (AM) ─ A rejeição histórica do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), sacramentada pelo plenário do Senado nesta quarta-feira (29/04), revelou um cenário onde as conveniências políticas e o clima de pré-campanha eleitoral atropelaram a análise técnica dos requisitos constitucionais para o cargo.

Enquanto a oposição celebrava o resultado inédito em 132 anos como uma “vitória do Brasil”, o ministro André Mendonça, indicado em 2021 sob o rótulo de “terrivelmente evangélico”, foi a voz dissonante ao elevar o debate para além da polarização partidária e defender a integridade do advogado-geral da União.

Mendonça utilizou suas redes sociais para destacar que Jorge Messias preenche todos os requisitos constitucionais para ocupar a cadeira na Corte, classificando-o como um homem de caráter íntegro e um combatente do “bom combate”.

A postura do ministro do STF reforça que a derrota de Messias — por 42 votos a 34 — foi fruto de um enfraquecimento das articulações do governo Lula no Congresso, acentuado pela proximidade da eleição presidencial de outubro e pela baixa aprovação popular do atual mandatário, e não por uma incapacidade técnica do indicado.

A própria vice-presidente da bancada evangélica, senadora Damares Alves, admitiu que o desfecho não dizia respeito ao candidato em si, mas sim a um jogo de forças entre os Poderes.

Ao se posicionar publicamente em apoio ao “amigo verdadeiro” nos momentos difíceis, André Mendonça não apenas demonstrou lealdade pessoal, mas também expôs que o Senado deixou de lado a avaliação de um homem público qualificado para transformar a sabatina em um palanque antecipado das urnas.

Para Mendonça, a decisão dos parlamentares, embora respeitada, representa uma perda institucional para o país, que desperdiçou a chance de ter um magistrado com o perfil técnico e humano de Messias no topo do Judiciário.

Da Redação

 

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