
Manaus (AM) — O talento técnico da Amazônia atingiu o topo da indústria fonográfica global com a chegada do troféu Grammy às mãos do engenheiro de som Henrique Andrade. Natural de Manaus, o profissional integra o time de produção de Cowboy Carter, disco da estrela americana Beyoncé que venceu a categoria de Álbum do Ano.
A conquista consolida a inserção de especialistas brasileiros nos bastidores das maiores produções musicais do mundo.
Andrade atuou diretamente na engenharia de faixas centrais do projeto, como “Protector”, “Bodyguard”, “Ameriican Requiem” e a releitura de “Blackbiird”. Em suas redes sociais, o amazonense descreveu a trajetória como um exercício de resiliência. “Fazer história com Beyoncé é um sentimento indescritível. Essa jornada ensinou que nada supera a paciência e o trabalho duro”, afirmou o profissional, que já acumula no currículo colaborações com nomes como Justin Bieber, Bad Bunny e Zayn Malik.
A vitória de um técnico nortista em uma premiação desta magnitude é vista por especialistas como um rompimento de estigmas geográficos.
Para Cláudia Monteiro, professora de comunicação da Wyden, o êxito de Andrade ajuda a desconstruir uma visão reducionista da região Norte, muitas vezes limitada ao exótico ou ao puramente ambiental.
─ O Norte quer ser visível por outros ângulos, como o da competência tecnológica e da produção cultural complexa. A floresta não pode ‘engolir’ a sociedade que vive nela -, pontua a docente.
Além de Henrique Andrade, o álbum contou com a participação dos brasileiros Matheus Braz e Dani Pampuri, reforçando a exportação de mão de obra qualificada do país para o mercado audiovisual de elite.
Para o cenário local, o “selo de qualidade” conferido pelo Grammy a um profissional de Manaus serve como um plano de carreira tangível para jovens talentos da região, provando que a perícia técnica pode sobrepor barreiras periféricas e alcançar o centro do entretenimento mundial.
Da Redação, com informações da assessoria de imprensa







