
Manaus (AM) ─ A Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM) voltou a ser o centro de uma investigação no Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), desta vez, pelo uso antecipado de serviços médicos antes do fim da licitação para a contratação de empresa especializada.
A apuração foi formalizada após denúncia apresentada pela Clínica Saúde Prime Ltda., que apontou graves inconsistências na condução do Edital de Credenciamento nº 01/2026.
Segundo os documentos anexados ao processo, a AADESAM estaria encaminhando colaboradores para a realização de exames ocupacionais junto a uma empresa antes mesmo da conclusão e da homologação do procedimento de credenciamento.
Entre as provas apresentadas ao órgão de controle, constam requisições de exames demissionais com datas anteriores ao encerramento do prazo final para o envio das propostas das empresas interessadas.
Somado a isso, a representação também questionou o descumprimento de regras editalícias referentes ao calendário, visto que o termo final para entrega da documentação coincidiu com o feriado de Corpus Christi e com um ponto facultativo na agência, contrariando a exigência de vencimento em dias de expediente regular.
Diante do surgimento desses novos fatos e documentos, o conselheiro-substituto relator do TCE-AM, Mário José de Moraes Costa Filho, concedeu o prazo de cinco dias para que a gestão da AADESAM, presidia pelo ex-vereador William Abreu, preste esclarecimentos detalhados sobre a prestação antecipada dos serviços e as supostas falhas na contagem dos prazos do certame.
William Abreu foi indicado em fevereiro deste ano pelo ex-governador Wilson Lima, pré-candidato ao Senado pela Federação União Progressistas, neste ano.
A análise do pedido de suspensão cautelar do processo licitatório ocorrerá logo após o envio das justificativas por parte da agência estadual.
TCE-AM cobra explicações da Aadesam sobre novo edital de credenciamento
Veja a decisão:
Da Redação










