
Manaus (AM) ─ O ambiente, que deveria oferecer socorro e acolhimento médico, voltou a se transformar em palco de confusão e violência no SPA Alvorada, na zona Centro-Oeste de Manaus, após uma cobrança por agilidade na recepção terminar em ríspido bate-boca e na denúncia de agressão física contra a filha de uma paciente.
A confusão teve início quando familiares protestavam contra a espera prolongada para a assistência de uma mulher que aguardava atendimento. Diante da falta de respostas, a jovem passou a registrar a situação com o celular.
Segundo relatos de testemunhas, a gravação gerou reação imediata de um homem que atuava na unidade — apontado nas denúncias como um funcionário em situação laboral irregular —, culminando na agressão física e gerando correria no local.
O caso não é um fato isolado e expõe a reincidência da violência na unidade. Em 12 de abril deste ano, o portal Amazonas365 registrou outro episódio de grande repercussão no mesmo SPA do Alvorada, quando um paciente e um segurança travaram luta corporal em meio à área de atendimento, deixando o profissional ferido e gerando pânico entre as pessoas que aguardavam assistência médica.
URGENTE | Paciente e segurança brigam no SPA do Alvorada; veja vídeo
A repetição desses confrontos em um curto intervalo de tempo confirma a frequência com que divergências no fluxo de triagem e a demora na recepção escalam para episódios de agressão física no local.
O eclosão recorrente de episódios de violência e insatisfação em prontos-socorros da capital é o sintoma visível de uma crise profunda na rede estadual.
O cenário reflete o pesado passivo acumulado ao longo de oito anos de administrações, marcadas por atrasos sistemáticos no pagamento de médicos e profissionais de saúde, escassez de insumos e o sucateamento da infraestrutura hospitalar.
Até o momento, a Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM) não emitiu nota oficial sobre as circunstâncias do atendimento ou sobre a situação funcional do acusado.
O caso exige apuração imediata das autoridades policiais e dos órgãos de fiscalização para punir os envolvidos e conter o avanço do caos na saúde pública do Estado
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Da Redação







