
Washington (EUA) — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou nesta quarta-feira (15/04) os ataques públicos contra o Papa Leão XIV e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Em publicações na rede Truth Social e em entrevista ao jornal Corriere della Sera, o republicano classificou o pontífice como “fraco” e “péssimo em política externa”.
O confronto direto escalou após o Vaticano divulgar uma carta alertando que as democracias modernas correm o risco de se tornarem “tiranias da maioria” ou máscaras para o domínio de elites tecnológicas quando perdem seus fundamentos éticos.
Trump rebateu o posicionamento de Roma citando a repressão interna no Irã, país que é alvo de recentes ameaças de “demolição completa” por parte da Casa Branca.
─ Alguém diga ao Papa que o Irã matou 42 mil manifestantes inocentes nos últimos dois meses -, disparou o presidente, acusando o líder religioso de ignorar crimes contra a humanidade enquanto critica a estratégia militar americana.
A tensão entre Washington e o Vaticano atingiu o ápice após o Papa Leão XIV, o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, intensificar pedidos de cessar-fogo e condenar o que chama de “guerra desproporcional” no Oriente Médio.
A crise diplomática se estendeu à Itália, onde Giorgia Meloni, outrora aliada próxima de Trump, tornou-se alvo de críticas ferozes. O presidente americano declarou-se “chocado” com a falta de apoio de Meloni na questão nuclear iraniana e criticou a decisão da primeira-ministra de suspender acordos de defesa com Israel.
Meloni, por sua vez, classificou as ofensas de Trump ao Papa como “inaceitáveis”, afirmando que líderes religiosos não devem seguir ordens de líderes políticos. Em resposta, Trump afirmou que a premiê “carece de coragem” e que sua neutralidade permite que o Irã coloque em risco a segurança de toda a Europa.
O isolamento de Meloni em relação à postura de Trump marca um rompimento significativo na direita conservadora internacional. Enquanto o Papa Leão XIV segue em viagem oficial pela África, ele reiterou que continuará a denunciar o conflito, independentemente das pressões externas.
No cenário global, a retórica de Trump, que chegou a ameaçar o fim de uma “civilização inteira” em suas redes sociais, tem gerado alertas de organizações internacionais sobre o risco iminente de crimes de guerra na região.
Com informações de agências internacionais







