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ELEIÇÕES 2026 | Wilson Lima e Tadeu de Souza recuam de promessa e renunciam

Wilson Lima e Tadeu de Souza em ato oficial; Roberto Cidade assume o governo e convocar eleições indiretas ─ FOTO: Reprodução

 

Manaus (AM) – Em um movimento que altera drasticamente o xadrez político local, o governador Wilson Lima (União Brasil) e o vice-governador Tadeu de Souza (Avante) formalizaram suas renúncias na noite deste sábado (04/04). O recuo ocorre meses após declarações públicas de que ambos cumpririam seus mandatos integralmente até janeiro de 2027.

No último dia 15 de dezembro, Wilson Lima havia afirmado que seguiria no comando do estado “até o último dia”, discurso reiterado na época por Tadeu de Souza.

A mudança de planos, protocolada minutos antes do fechamento do prazo legal de desincompatibilização, deixa o eleitorado em um cenário de incerteza. Wilson Lima agora entra na disputa por uma das duas cadeiras no Senado Federal, enquanto Tadeu de Souza foca em uma vaga na Câmara dos Deputados.

Com a vacância simultânea do governador e do vice, quem assume interinamente o comando do Executivo é o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (União Brasil).

No entanto, o período de transição promete ser conturbado. Como Cidade também pretende disputar uma vaga de deputado federal no pleito de outubro, a legislação exige que ele convoque eleições indiretas no parlamento estadual para a escolha do governador que concluirá o mandato.

A perspectiva de uma eleição indireta acirra os ânimos entre os caciques da política amazonense.

O processo deve se tornar um campo de batalha entre grupos rivais, com destaque para a articulação do senador Omar Aziz (PSD), que já se posiciona como candidato ao governo do estado e deve atuar intensamente nos bastidores da Aleam para influenciar o desfecho da sucessão.

O abandono dos cargos pela chapa eleita em 2022 quebra o compromisso firmado nas urnas e transfere a decisão sobre o comando do estado para as mãos dos 24 deputados estaduais.

Enquanto aliados defendem a estratégia para fortalecer a representatividade do Amazonas no Congresso, a oposição critica o que chama de “vácuo administrativo” em um momento de desafios logísticos e ambientais para a região.

 Da Redação

 

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