
Manaus (AM) – Um vídeo estarrecedor que circula nas redes sociais expõe o nível de periculosidade e violência enfrentado por mulheres no Amazonas. O policial civil Divoney Perasa de Souza, de 60 anos, foi gravado ameaçando de morte a ex-companheira. Nas imagens, o agente afirma que, caso o relacionamento terminasse, ele a mataria, a decapitaria e “jogaria bola” com a cabeça da vítima.
O vídeo veio a público nesta terça-feira (07/04), após ser compartilhado pela deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD), que preside a Procuradoria da Mulher na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Mesmo sabendo que estava sendo filmado, o policial não recuou e proferiu as ameaças de forma direta e agressiva.
O caso ganha contornos ainda mais alarmantes pelo fato de a vítima já possuir medidas protetivas contra o agressor. No registro, fica evidente que o policial ignora as restrições judiciais.
O descumprimento de medidas protetivas por agentes que deveriam zelar pela lei é uma das maiores barreiras no combate ao feminicídio, gerando um sentimento de impunidade e desamparo para as vítimas.
A importância da denúncia e do registro ─ A divulgação deste vídeo reforça uma mensagem crucial: denunciar e registrar as agressões salva vidas. Em casos onde o agressor detém poder ou porte de arma, como no caso de policiais, o registro em vídeo e o acolhimento por órgãos de proteção são ferramentas fundamentais para que o Estado possa agir com rigor.
A denúncia é o primeiro passo para quebrar o ciclo de violência. Quando uma vítima filma e denuncia, ela não está apenas expondo o agressor, mas gerando provas incontestáveis que obrigam as instituições — como a Corregedoria da Polícia Civil — a tomarem providências imediatas, como o afastamento do cargo e o recolhimento da arma.
Veja o vídeo:
Providências ─ O caso agora deve ser acompanhado pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) e pela Corregedoria Geral do Sistema de Segurança.
A deputada Alessandra Campêlo afirmou que a Procuradoria da Mulher está prestando assistência jurídica e psicológica à vítima para garantir que as medidas legais sejam cumpridas com rigor.
Da Redação







