
Manaus (AM) ─ A Polícia Federal e a Justiça Eleitoral no Amazonas intensificam, nesta semana, ações contra fraudes biométricas e duplicidade de eleitores no estado, a menos de dois meses do prazo para regularização de títulos. O monitoramento alcança ao menos 12 municípios.
As investigações focam no controle de inscrições eleitorais, visando desarticular esquemas de fraudes. A ação se dá em um momento crítico, próximo ao encerramento do prazo de regularização eleitoral, no dia 6 de maio, período de alta demanda nos cartórios e maior vulnerabilidade do cadastro a tentativas de manipulação política.
O TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas) prioriza a fiscalização em zonas de fronteira e áreas de difícil acesso, como aldeias indígenas, onde o controle pode ser mais complexo.
O caso mais recente envolve o agrupamento de inscrições eleitorais de duas eleitoras na 32ª Zona Eleitoral de Manaus, Ana Lucia de Souza Silva e Ana Lucia Pereira de Souza, por semelhança biométrica.
A investigação foi alvo de despacho da juíza Áurea Lina Gomes Araújo, que determinou a remessa dos autos à 63ª Zona Eleitoral, o juízo de garantias. A decisão visa garantir a regularidade do processo, visto que a ferramenta para habilitação do juiz de garantias no PJE ainda não foi implementada, e reforçar o rigor no combate a fraudes.
Além da capital, a Justiça Eleitoral estende o cerco para municípios estratégicos como Tabatinga e Benjamin Constant, localizados na fronteira com a Colômbia e o Peru. O monitoramento inclui aldeias indígenas, onde o TRE-AM cancelou as inscrições eleitorais de uma índia Kulina no município de Envira.
A ofensiva conjunta busca garantir a integridade do processo eleitoral de 2026, evitando fraudes biométricas que comprometam a legitimidade do pleito no Amazonas, especialmente em regiões com desafios logísticos e sociais adicionais.
Veja a decisão:
Da Redação









