Início Política TRE-AM aplica punição a candidaturas falsas em ação de Isaac Tayah

TRE-AM aplica punição a candidaturas falsas em ação de Isaac Tayah

O ex-vereador Isaac Tayah denunciou o caso à Justiça Eleitora, e agora saiu a decisão definitiva ─ FOTO: Reprodução  

 

Manaus (AM) ─ A Justiça Eleitoral do Amazonas avançou para a fase de execução de penalidades na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apurou a existência de candidaturas fictícias nas eleições municipais de 2020 em Manaus.

O processo, sob o número 0601657-07.2020.6.04.0001, foi movido pelo ex-vereador e médico Isaac Tayah — atual servidor da Visa Manaus — e resultou na condenação de dezenas de investigados, incluindo ex-candidatos e o diretório municipal do partido Patriota.

Em decisão publicada nesta segunda-feira (16/03), o juiz Adonaid Abrantes de Souza Tavares, da 1ª Zona Eleitoral, chamou o feito à ordem para corrigir um erro material no registro das punições.

O magistrado determinou que as eleitoras condenadas por participação na fraude de gênero tenham seus cadastros marcados com o código ASE 540, que sinaliza oficialmente a suspensão de direitos políticos ou a inelegibilidade decorrente de decisão judicial transitada em julgado.

A medida substitui um código lançado anteriormente de forma equivocada e atinge diretamente nomes como Dominique Batista Araújo, Gabriele Fonseca de Moura e Rosely das Graças Lima, entre outras envolvidas.

A origem do processo remonta ao pleito de 2020, quando Isaac Tayah, após não conseguir a reeleição, denunciou um esquema de candidaturas “laranjas”. Segundo a investigação, o Patriota teria utilizado nomes de mulheres apenas para preencher a cota obrigatória de 30% exigida pela legislação eleitoral, sem que houvesse campanha real, gastos efetivos ou até mesmo votos para essas candidatas.

Com o trânsito em julgado da decisão, a Justiça Eleitoral determinou a comunicação imediata às 58ª, 62ª, 63ª e 70ª Zonas Eleitorais para que a restrição seja averbada nos títulos das envolvidas.

A correção técnica efetuada agora garante que a penalidade de inelegibilidade seja aplicada com precisão nos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impedindo que as condenadas participem de futuros pleitos ou exerçam direitos civis que exijam a quitação eleitoral, consolidando a vitória jurídica de Tayah no combate às fraudes de gênero no estado.

 Da Redação

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