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R$ 92 MILHÕES EXTRAS | Servidores cobram Roberto Cidade por reajuste no ticket-alimentação  

Com orçamento recorde para 2026, presidente Roberto Cidade começa enfrentar pressão por reajuste do ticket-alimentação ─ FOTO: Erick Pereira/Aleam

 

Manaus (AM) Um movimento interno entre os servidores da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) sem precedentes ganhou evidência na Casa, nesta semana, e cobra do deputado Roberto Cidade (União Brasil) o reajuste do ticket-alimentação estagnado em R$ 1,5 mil há mais de 6 anos, enquanto o custo de vida em Manaus dispara todos os meses.

A mobilização foca na “injustiça institucional”: o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), que atua como órgão auxiliar da Assembleia na fiscalização das 62 prefeituras, já paga benefícios que superam consideravelmente os de quem efetivamente legisla.

A pressão mira o capital político dos parlamentares em pleno ano eleitoral. Com a maioria dos deputados em busca da reeleição ou de cadeiras na Câmara Federal, o funcionalismo cobra coerência e sensibilidade política.

─ É preciso corrigir essa disparidade -, afirmam as lideranças do movimento, que classificam como insustentável a manutenção do valor atual diante do abismo criado em relação aos outros Poderes e órgãos de controle.

O abismo orçamentário ─ A justificativa de escassez de recursos caiu por terra. No ano passado, o governo estadual elevou o repasse do duodécimo para a Assembleia de 4,1% para 4,8%.

Na prática, o caixa da Casa saltou para R$ 635 milhões em 2026 — um acréscimo de R$ 92 milhões extras em relação ao orçamento anterior. Com tanto dinheiro novo em caixa, a permanência do congelamento é vista como falta de prioridade com o servidor.

A diferença no valor do benefício escancara a desvalorização na ALEAM, onde o auxílio não vê um reajuste real há quase uma década, enquanto o sistema de Justiça avança:

  • TJAM: Benefício atualizado para R$ 2,6 mil.
  • TCE-AM e MPAM: Valores que ultrapassam a marca de R$ 1,5 mil, com políticas de atualização constante.
  • ALEAM: Congelado em R$ 1,5 mil há 6 anos.

O recado dos corredores é direto: com quase R$ 100 milhões a mais no orçamento este ano, manter o benefício estagnado é uma escolha política da gestão de Roberto Cidade.

Para os servidores, a valorização de quem mantém o Parlamento funcionando é a pauta urgente do momento, e o apoio nas urnas passará, obrigatoriamente, pelo fim dessa injustiça salarial.

Da Redação

 

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