Pauderney assina CPMI e põe Amazonprev sob lupa no Congresso no caso Master  

O deputado Pauderney Avelino defende que o Legislativo precisa saber o tamanho do rombo na Amazonprev ─ FOTO: Reprodução

 

Manaus (AM) – O deputado federal Pauderney Avelino (União Brasil/AM) tornou-se um dos primeiros parlamentares da bancada amazonense a subscrever o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as operações do Banco Master.

A movimentação do parlamentar ocorre em um momento de alta sensibilidade política, com desdobramentos que podem atingir diretamente o Governo do Estado.

A instalação da CPMI ganha contornos dramáticos para o Amazonas devido à aplicação de R$ 50 milhões do Fundo Previdenciário do Estado (Amazonprev) em ativos vinculados ao Banco Master, classificados por especialistas do setor financeiro como “letras podres”.

O investimento, realizado com recursos do Tesouro Estadual destinados à aposentadoria dos servidores públicos, colocou o Amazonas na mira das investigações que o Congresso Nacional pretende realizar sobre a saúde financeira e as práticas da instituição bancária.

A postura de Pauderney Avelino chama a atenção nos bastidores pelo contexto partidário. O deputado pertence ao União Brasil, partido presidido no estado pelo governador Wilson Lima.

O chefe do Executivo é pretenso candidato ao Senado Federal no pleito deste ano, e qualquer desgaste envolvendo a gestão de recursos previdenciários pode se tornar um obstáculo em sua campanha.

Ao assinar a CPMI, Pauderney sinaliza uma postura de fiscalização que, embora republicana, pressiona a administração estadual a dar explicações sobre a segurança dos investimentos da Amazonprev.

Investigação no Congresso ─ A CPMI busca investigar denúncias de irregularidades e a sustentabilidade dos papéis emitidos pelo Banco Master, que atraiu diversos regimes próprios de previdência pelo país com promessas de alta rentabilidade.

─ Esse descalabro não poderá ficar impune. Precisamos saber o tamanho do rombo, fruto da ganância que lesou correntistas, aplicadores CDB e CDI, o FGC e as previdências, como a Amazonprev, do meu Estado, que aplicou R$ 56 milhões no Master -, afirmou o deputado.

Com a assinatura de Pauderney, o Amazonas entra oficialmente na linha de frente dos estados interessados no esclarecimento do caso.

A expectativa agora é para saber se outros nomes da bancada do Amazonas seguirão o movimento de Pauderney Avelino ou se o Palácio da Compensa atuará para conter o avanço das assinaturas, temendo o desgaste político em ano eleitoral.

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Com informações da assessoria de imprensa

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