
Manaus (AM) ─ A crise na Venezuela ganhou um novo e alarmante componente geopolítico. Militares do alto escalão dos Estados Unidos apresentaram nesta quarta-feira (12/11), ao então presidente Donald Trump um leque de opções de operações militares contra o regime de Nicolás Maduro.
A informação, veiculada pela emissora americana CBS News, agrava drasticamente as tensões entre os dois países e sugere que a Casa Branca estaria considerando ações diretas, além das sanções econômicas já impostas.
O fato de oficiais de alta patente estarem formalmente detalhando planos de intervenção a Trump demonstra que a administração americana avaliava seriamente o uso da força para lidar com a instabilidade política, econômica e humanitária na Venezuela.
A notícia das opções militares intensifica o cenário de confronto, que já era tenso devido às sanções e pressão econômica e apoio norte-americano a oposição a Maduro.
Os EUA mantinham uma política de isolamento e sanções severas contra o setor de petróleo venezuelano e líderes do regime.
Além disso, Washington reconhecia Juan Guaidó como presidente legítimo e buscava ativamente o apoio internacional para derrubar Maduro.
A revelação das opções militares eleva o risco de um conflito na América do Sul e envia um sinal de máxima pressão a Caracas, forçando o regime de Maduro a reforçar suas defesas e retóricas anti-imperialistas. O passo dos militares americanos sugere que a via diplomática e das sanções estava sendo considerada insuficiente para resolver a crise.
Da Redação, com informações de agências internacionais







