
Brasília (DF) ─ O tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e delator da trama golpista, foi alvo de mandados de busca e de prisão, sexta-feira (13/06), na residência dele, em Brasília. A medida foi determinada pelo ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandra de Moraes.
Inicialmente, investigadores teriam confirmado à TV Globo que havia uma ordem de prisão contra Cid. Mas, segundo a defesa do militar, essa determinação foi revogada e não chegou a ser cumprida. O gabinete do ministro Alexandre de Moraes confirmou que a prisão não foi efetuada.
Ainda na manhã desta sexta-feira (13/06), Cid se dirigiu à PF para prestar depoimento. A operação envolve investigação da PGR sobre uma suposta tentativa de Mauro Cid de obter cidadania portuguesa e, em seguida, fugir do Brasil.
Prisão de Gilson Machado ─ Na mesma operação, também nesta sexta-feira (13/06), o ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro, Gilson Machado, em Recife (PE). Para a PGR e para a PF, há indícios de que o ex-ministro tenha atuado junto ao Consulado de Portugal em Recife, no mês passado, a fim de obter a emissão de um passaporte português para que Mauro Cid deixasse o país.
Na última terça-feira (10/06), a PGR encaminhou ao STF uma manifestação para investigar o ex-ministro. No documento, a PGR também defendeu a determinação de busca e apreensão e quebra do sigilo telefônico e de mensagens de Gilson Machado.
A Polícia Federal diz ainda que encontrou no celular de Cid arquivos que mostram que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro tentou, em janeiro de 2023, a obtenção da cidadania portuguesa.
Réu e delator ─ Mauro Cid, Bolsonaro e outros 29 são réus por uma tentativa de golpe de Estado que, segundo a PGR, tinha o objetivo de manter o ex-presidente no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
Oito desses réus foram interrogados nesta semana no STF.
Mauro Cid é delator da trama golpista. Veja detalhes do depoimento.
Da Redação, com informações do site Migalhas







