
Manaus (AM) ─ Quase doze horas após o encerramento do debate eleitoral promovido pela TV Norte/SBT nesta terça-feira (13/10), a candidata ao governo pelo PL, Maria do Carmo, mantém um silêncio absoluto e categórico que ressoa como indiferença e cumplicidade política diante da grave denúncia de ameaça de morte sofrida por sua adversária, a deputada Alessandra Campelo (PSD).
A parlamentar, candidata à vice na chapa do senador Omar Aziz (PSD), foi alvo de um gesto nítido e repetitivo de “corte de pescoço”, sinalizado três vezes pelo vereador Sargento Salazar e o assessor dele, o ex-PM Kidson Maia, correligionários de Maria do Carmo no PL, durante a transmissão ao vivo, por volta das 11h30.
Em vez de recuar diante da gravidade institucional do caso, Salazar dobrou a aposta após a repercussão e a formalização da queixa.
Horas depois do episódio, o parlamentar utilizou suas redes sociais para publicar um novo vídeo em que, de forma desafiadora, ameaça “jogar sujo” a partir de agora, revoltando-se abertamente contra o fato de a deputada Alessandra Campelo ter procurado a polícia para denunciá-lo criminalmente, ao lado de seu assessor, por ameaça de morte e violência política de gênero.
Diante do ataque, Alessandra Campelo não tratou a intimidação com banalidade e dirigiu-se imediatamente à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) em Manaus, onde registrou uma denúncia formal e solicitou medida protetiva.
A parlamentar classificou o ato como uma agressão direta à integridade física e aos direitos das mulheres na política. “Isso é uma violência contra mulher, uma violência política de gênero também, mas mais que isso é uma ameaça à integridade física, porque quando ele faz esse gesto… ele está falando de cortar o pescoço de morte”, declarou a deputada.
O silêncio de Maria do Carmo torna-se ainda mais insustentável quando confrontado com a reação imediata do senador Omar Aziz, que repudiou com veemência a atitude do grupo opositor e acompanhou a candidata à vice na delegacia.
A omissão da candidata do PL em prestar solidariedade ou condenar publicamente a postura de seu aliado expõe uma falha ética e uma cumplicidade velada com a escalada de agressões verbais e físicas na reta final da campanha eleitoral no Amazonas.
Da Redação







