
Manaus (AM) — Os advogados da empresária Maria do Carmo (PL) estiveram em negociação com a Polícia Civil (PC-AM) para definir os termos do seu depoimento e a entrega do seu aparelho celular. As tratativas ocorrem no âmbito do inquérito policial instaurado na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), que apura a autoria e a veiculação de propaganda eleitoral que expôs a filha do senador e governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD).
Conforme os acordos preliminares travados com a corporação, o comparecimento da ex-candidata ao Governo do Estado na sede da especializada estava sendo ajustado para esta terça-feira.
A oitiva e o recolhimento do aparelho visam dar andamento às diligências da investigação, que corre sob sigilo por envolver os direitos de uma adolescente.
Origem do Inquérito e Operação da Polícia CivilA investigação teve origem a partir de notícia-crime apresentada por Omar Aziz no âmbito da apuração de violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA — Lei nº 8.069/1990, Arts. 17 e 18), que vedam a exposição constrangedora, vexatória e desprovida de autorização ou tarja protetora da imagem de menores.
Na última quinta-feira (29/10), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário em Manaus e em São Paulo, tendo como alvos endereços da própria empresária e de integrantes da equipe de comunicação da campanha, entre eles o radialista Jefferson Coronel e o marqueteiro George Wilde.
Posicionamento dos Envolvidos ─ Na primeira manifestação pública realizada no fim de semana após o pleito, Maria do Carmo afirmou que não autorizou e nem tinha prévio conhecimento da veiculação da peça publicitária em questão.
Em declarações prestadas durante o desdobramento da operação, a defesa do radialista Jefferson Coronel sustentou que ele atuava apenas na assessoria de imprensa e preparação para debates, negando qualquer participação no desenvolvimento, montagem ou aprovação dos vídeos exibidos na campanha do PL.
A reportagem do portal Amazonas365 mantém o espaço aberto para as manifestações formais das defesas de Maria do Carmo Seffair, George Wilde e das autoridades da Polícia Civil responsáveis pela condução do inquérito na DEPCA.
Da Redação







