
Manaus (AM) – A “Operação Impacto”, que resultou na prisão de Caio Barbosa Bentes, proprietário da adega “El Chef”, na avenida Laguna, bairro Lírio do Vale, zona Centro-Oeste de Manaus, trouxe à tona uma prática perigosa que vem se espalhando entre adolescentes na capital: o uso de gases inaláveis como entorpecentes.
Entre os itens apreendidos pelas forças de segurança na madrugada deste sábado (28/03), estavam cilindros de gás hélio e balões, materiais que, embora pareçam inofensivos, eram utilizados para causar euforia e perda temporária de consciência nos frequentadores.
De acordo com especialistas em segurança e saúde, o método consiste em inflar bexigas com o gás para que os jovens inalem a substância diretamente.
O efeito é imediato: uma sensação de entorpecimento e distorção da voz, frequentemente seguida por episódios de desmaios rápidos (apagões) devido à substituição do oxigênio no cérebro pelo gás.
O flagrante na adega “El Chef” confirma que o estabelecimento não apenas comercializava drogas tradicionais, como cocaína e crack, mas também facilitava o acesso a esse tipo de “alucinógeno recreativo” entre os 17 menores resgatados no local.
A operação, coordenada pela Seaop e pela 10ª Cicom, desmascarou a estrutura do local, que contava ainda com balanças de precisão e rádios comunicadores.
Mulheres com tornozeleiras ─ A presença de mulheres monitoradas por tornozeleira eletrônica e o furto de energia elétrica completavam o cenário de ilegalidade. Caio Barbosa e seu comparsa, Kaylan Galvim Lopes, agora respondem por uma série de crimes que vão do tráfico de drogas à corrupção de menores.
Para as autoridades, a apreensão dos cilindros de gás é um divisor de águas na investigação, pois evidencia um novo nicho de exploração da juventude em Manaus.
O caso segue sob investigação no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), e o material passará por perícia técnica para confirmar a composição exata das substâncias inaláveis oferecidas na adega.
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Da Redação







