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Ex-prefeito Raylan Barroso vira réu e vai a julgamento por ataque à prefeita em Eirunepé

Raylan Barroso foi denunciado pelo crime de violência política de gênero na eleição de 2024 ─ FOTO: Reprodução  

 

Manaus (AM) ─ O ex-prefeito de Eirunepé, Raylan Barroso de Alencar, tornou-se réu na Justiça Eleitoral e vai a julgamento acusado de cometer o crime de violência política de gênero contra a prefeita do município (distante 1.150 quilômetros de Manaus), Áurea Maria Ester Alves Marques, a Professora Áurea (MDB), na eleição de 2024.

O Cartório da 11ª Zona Eleitoral de Eirunepé expediu intimação oficial convocando os réus, defesas e a vítima para a audiência de instrução e julgamento, agendada pela juíza eleitoral Júlia Caimi Pasche para o dia 9 de outubro de 2026.

Raylan Barroso e os corréus Aristeu Augusto Carneiro de Lima e Anderson Pereira de Araújo respondem criminalmente na ação penal nº 0600523-70.2024.6.04.0011, que apura condutas ilícitas praticadas durante as eleições municipais e que agora entram na fase de interrogatórios e depoimentos de testemunhas no interior do Amazonas.

O crime imputado ao ex-prefeito e aos demais acusados está tipificado no artigo 326-B do Código Eleitoral, que pune severamente quem assedia, constrange, humilha, persegue ou ameaça candidatas ou detentoras de mandato eletivo com o objetivo de dificultar seu desempenho ou sua campanha política.

Didaticamente, a lei visa combater o machismo institucional e a intimidação de mulheres no espaço público, punindo práticas que afetam a dignidade e a liberdade do exercício político feminino.

Caso sejam condenados ao fim do processo penal, as penas previstas para essa infração específica podem variar de um a quatro anos de reclusão, além de aplicação de multa, com possibilidade de agravamento caso os atos tenham sido perpetrados com o uso de violência física ou psicológica em ambientes virtuais ou físicos de ampla divulgação.

O julgamento será conduzido integralmente de forma telemática por meio de videoconferência no Google Meet, utilizando os canais digitais do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

A determinação judicial fixa o cumprimento de horários estritos baseados no fuso horário local e adverte que o não comparecimento injustificado dos acusados configurará revelia, permitindo o prosseguimento da denúncia promovida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) sem a presença das defesas.

URGENTE | Raylan Barroso será investigado por crime de violência política de gênero, em Eirunepé  

Cabe aos advogados e ao órgão de acusação a responsabilidade direta de garantir que as testemunhas arroladas estejam conectadas à sala virtual no dia da audiência, evitando a preclusão dos depoimentos e garantindo a conclusão das investigações que sacudiram o cenário político da Calha do Juruá.

Veja a decisão:

Da Redação

 

 

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