
Manaus (AM) ─ A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) deu início à contagem regressiva de 30 dias para eleger o seu novo presidente, após a renúncia de Roberto Cidade (União Brasil) para assumir o Governo do Estado.
Diferente da eleição indireta para o Executivo, que ocorreu de forma unânime, a disputa pelo comando do Legislativo promete ser acirrada e já movimenta intensas articulações nos bastidores.
O deputado Adjuto Afonso (União Brasil), atual presidente em exercício por ser o vice da Casa, é o primeiro a oficializar sua candidatura, destacando que o momento é de construção política, embora a situação ainda não esteja pacificada.
Além de Adjuto, outros três nomes ganham força na corrida sucessória. O líder do Governo, Felipe Souza (União Brasil), e o deputado Carlinhos Bessa (União Brasil) — considerado um aliado de estreita confiança do novo governador — surgem como fortes concorrentes dentro da base aliada.
Correndo por fora, o Delegado Péricles (PL) se posiciona como um nome alternativo para marcar o espaço da oposição e de grupos independentes.
A eleição é vista como um tabuleiro estratégico para o controle das relações entre os poderes, especialmente em um cenário onde as forças políticas se dividem entre aliados de Roberto Cidade, do senador Omar Aziz, do PL e do prefeito David Almeida.
Um fator que joga a favor de Adjuto Afonso é o critério de desempate previsto no regimento interno.
Caso a votação termine empatada, o parlamentar mais idoso assume a presidência, trunfo que favorece Adjuto por ser o decano da atual legislatura.
Com a previsão de que o pleito ocorra ainda na segunda quinzena de maio, o novo governador Roberto Cidade deve exercer influência direta na escolha do sucessor, buscando garantir uma base parlamentar coesa para sustentar seu mandato-tampão até 2027.
Da Redação







