
Manaus (AM) ─ O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou, nesta semana, um procedimento administrativo para frear a desordem no trânsito de Parintins (município distante 389 quilômetros de Manaus), que tem sobrecarregado o sistema de saúde local e colocado à vida da população em risco nas ruas e avenidas da Ilha Tupinambarana.
A medida, determinada pela promotora de Justiça Marina Campos Maciel, surge após denúncias graves à Ouvidoria-Geral sobre o desrespeito sistemático às leis, incluindo motociclistas sem capacete, excesso de passageiros em motos, uso de escapamentos barulhentos e, principalmente, a condução de veículos por adolescentes.
Os números que fundamentam a ação são alarmantes e revelam uma crise de segurança viária no município. Somente em 2024, o Hospital Municipal Regional Dr. Jofre de Matos Cohen realizou 2.019 atendimentos decorrentes de acidentes, resultando em centenas de lesões graves e mortes.
A tendência de alta se confirmou em 2025, quando, em apenas oito meses, foram registrados 1.385 acidentes, sendo a maioria absoluta envolvendo motocicletas. Diante desse cenário, o MPAM decidiu manter uma fiscalização rigorosa durante todo o ano de 2026 para garantir que as autoridades cumpram seu papel de vigilância.
Para organizar o fluxo e reduzir as mortes, o Ministério Público deu um prazo de 30 dias para que a Empresa Municipal de Trânsito e Transporte (EMTT) apresente um mapa detalhado dos pontos críticos da cidade e um plano de fiscalização imediato.
O Detran-AM também foi acionado para apresentar um cronograma de blitzes e operações conjuntas, enquanto a Polícia Militar e o Conselho Tutelar deverão atuar rigorosamente na responsabilização de adultos que permitem que menores de idade conduzam veículos.
A infraestrutura da cidade também passará por uma revisão obrigatória. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) foi notificada para executar reparos urgentes na iluminação pública, sinalização e placas de trânsito nos trechos de maior perigo.
Para a promotora Marina Campos Maciel, o cenário atual é inaceitável, pois gera um impacto direto na saúde pública e um risco concreto à integridade física de pedestres e condutores, exigindo uma resposta imediata e coordenada de todos os órgãos de controle.
Da Redação, com informações da assessoria de imprensa







