
Manaus (AM) ─ A Comissão de Aprovados do concurso de 2024 da Câmara Municipal de Manaus (CMM) denunciou uma redução no número de vagas, o que reacende a polêmica em torno da anulação do certame. A medida, atribuída pelo presidente da casa, vereador David Reis (Avante), a um “orçamento restrito”, está sendo vista pelos candidatos como uma manobra com motivações políticas e financeiras, e não jurídicas.
A nova decisão, que diminui o número de vagas em 15,6%, contraria a justificativa inicial da anulação do concurso. Segundo o comunicado da Comissão, a redução expõe de forma inequívoca que o motivo para a suspensão do certame não foi a falta de embasamento legal, e sim a gestão de recursos.
Para os milhares de candidatos prejudicados, a situação é duplamente lesiva: primeiro pela anulação sem fundamento jurídico consistente, e agora pela confirmação de que as novas seleções terão menos oportunidades de ingresso no serviço público.
O caso, de acordo com a Comissão, mina a confiança da população nas instituições e reforça a percepção de que a anulação serviu a interesses políticos e administrativos em detrimento da meritocracia e da justiça.
A contradição se aprofunda com a divulgação de gastos da CMM. A Comissão de Aprovados aponta que, desde o início da gestão do vereador David Reis, foram autorizados contratos públicos sem licitação que somam mais de R$ 8 milhões.
Entre as despesas, estão o fornecimento de gasolina, a realização de eventos e a nomeação de novos servidores comissionados, o que levanta questionamentos sobre a alegação de orçamento limitado.
Da Redação








