Ataque a tiros na UEPB gera pânico, deixa um morto e estudantes feridos  

Keine Diniz dos Santos, o “Keininho”, 40 anos, foi morto dentro da copiadora; policiais apuram o caso ─ FOTO: Reprodução  

 

Campina Grande (PB) ─ Uma noite que deveria ser de rotina na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande (PB), transformou-se em um cenário de horror na noite desta quinta-feira (03/04), quando um tiroteio irrompeu na Central de Aulas.

 

O ataque resultou na morte de Keine Diniz dos Santos, conhecido como “Keininho”, proprietário de uma copiadora no campus, e deixou duas pessoas feridas, incluindo uma estudante que, em um ato desesperado, saltou do primeiro andar do prédio para escapar dos disparos.

 

O pânico se instaurou entre os alunos e funcionários quando os tiros ecoaram pelos corredores da Central de Aulas. Uma estudante de 22 anos, tomada pelo medo de ser atingida, pulou da sacada do primeiro andar, sofrendo ferimentos na queda.

 

Socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), ela foi encaminhada ao Hospital de Emergência e Trauma, onde permanece internada na ala ortopédica. Seu estado de saúde é considerado regular, e ela está consciente e recebendo os cuidados necessários.

Veja os vídeos:

 

O tiroteio vitimou Keininho, de 40 anos, figura conhecida na UEPB por ser o proprietário de uma copiadora localizada no terceiro andar da Central de Aulas. Keininho, que atendia estudantes e professores há mais de duas décadas, foi atingido por múltiplos disparos e faleceu no local. Sua copiadora, um ponto de referência no Campus I da UEPB, tornou-se o epicentro da tragédia.

 

Além de Keininho, Wesley Porto, que estava no mesmo andar durante o ataque, também foi baleado. Ele foi socorrido pelo SAMU e levado ao Hospital de Trauma, onde permanece internado em estado regular. A presença de Wesley levanta questionamentos sobre o alvo do atirador, mas a polícia ainda não esclareceu se ele era um cliente da copiadora ou se foi vítima da circunstância.

 

O ataque na Central de Aulas, coração do Campus I da UEPB, deixou marcas profundas na comunidade acadêmica. O desespero da estudante que pulou do primeiro andar simboliza o pânico que se apoderou do prédio durante o tiroteio. “Foi um caos, ninguém sabia o que fazer”, relatou uma testemunha nas redes sociais. O som dos tiros e os gritos dos alunos que corriam para se proteger transformaram a universidade em um cenário de medo e insegurança.

 

A polícia investiga o caso para identificar o autor dos disparos e determinar a motivação do crime. A UEPB, que sempre foi um espaço de conhecimento e convivência, agora lida com o trauma de um ato de violência que abalou sua comunidade.

 

Da Redação

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