
Manaus (AM) ─ A Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), investiga a fuga do empresário Celso Tavares, alvo de mandado de prisão preventiva pela execução do ex-funcionário venezuelano Jarvis Javier Rodrigues, de 29 anos.
As apurações apontam que o suspeito teria deixado o país a bordo de um jato particular pertencente ao próprio irmão — aeronave habitualmente utilizada em agendas políticas por seu sobrinho, o vereador e pré-candidato a deputado estadual Eurico Tavares.
O crime, ocorrido no dia 18 de julho deste ano, na comunidade Parque das Tribos, bairro Tarumã, zona Centro-Oeste de Manaus, teria sido motivado por uma suspeita de desvio financeiro. De acordo com a polícia, o empresário acusava a vítima de ter desfalcado R$ 400 mil da sua fábrica de fitas adesivas.
“Surto” e execução ─ Em coletiva, o titular da DEHS, delegado Ricardo Cunha, detalhou que a ação criminosa ocorreu após episódios de exaltação e consumo excessivo de álcool por parte do empresário.
─ Após a ingestão de muita bebida alcoólica, ele teve um surto naquele momento, disse que precisava matar essa pessoa porque, na cabeça dele, o homem havia desviado R$ 400 mil da sua empresa. Ele pegou um revólver calibre 38, avisou os presentes que cometeria o crime e ninguém o impediu -, afirmou o delegado.
Após anunciar o ato, Celso foi até a residência do ex-funcionário acompanhado de um homem de sua confiança. Câmeras de segurança registraram a chegada da dupla ao imóvel. No local, o empresário travou uma luta corporal com Jarvis e disparou à queima-roupa no olho da vítima, que morreu na hora.
Rastreio e conexões políticas ─ As diligências da DEHS agora se concentram na localização de Celso Tavares e na identificação de eventuais coautores. A Polícia Civil apura a logística da fuga e informou que enviará as ordens judiciais às forças internacionais e de outros estados.
A ligação da aeronave com a rotina do vereador Eurico Tavares adiciona um ingrediente político ao caso. Até o fechamento desta edição, o parlamentar não havia se pronunciado publicamente sobre o envolvimento do tio no homicídio ou sobre o uso do jato citado nas investigações.
Da Redação, com informações do G1 Amazonas







