
Manaus (AM) ─ A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10/04), a Operação Eixo, uma megaofensiva destinada a desmantelar uma poderosa organização criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas e em um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.
A operação, coordenada pela Draco (Divisão de Repressão ao Crime Organizado), mobilizou cerca de 200 policiais em sete estados brasileiros e resultou no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 1 bilhão em bens e ativos financeiros.
No Amazonas, a ação teve como foco a capital, Manaus. Conforme as investigações, a organização utilizava uma complexa rede de empresas de fachada, contas de terceiros (“laranjas”) e até plataformas de criptoativos para ocultar a origem ilícita dos recursos.
Uma única conta bancária vinculada ao grupo chegou a movimentar o montante impressionante de R$ 79 milhões, evidenciando o poderio econômico da estrutura criminosa que abastecia o mercado de entorpecentes em diversas regiões do país.
Ao todo, foram expedidos 96 mandados judiciais, abrangendo prisões e buscas e apreensões. Além de Manaus e do Distrito Federal, a polícia cumpriu ordens judiciais em Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.
Entre os alvos, estão suspeitos estrangeiros — venezuelanos e colombianos —, reforçando o caráter internacional das conexões do grupo. Os investigados agora enfrentam acusações que, somadas, podem render até 55 anos de prisão por tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A operação em números:
- Mandados Judiciais: 96 ordens de busca, apreensão e prisão.
- Bens Bloqueados: R$ 1 bilhão em ativos e contas bancárias.
- Alcance: Distrito Federal e mais 6 estados (incluindo o Amazonas).
- Mobilização: Aproximadamente 200 policiais civis envolvidos na força-tarefa.
Entenda o caso ─ A Operação Eixo é o resultado de uma investigação minuciosa que mapeou o fluxo financeiro do tráfico interestadual. A escolha de Manaus como um dos pontos-chave da operação reforça a importância estratégica da região Norte nas rotas de escoamento e logística do crime organizado.
Ao asfixiar o braço financeiro do grupo, a PCDF busca não apenas prender as lideranças, mas desarticular a capacidade de reinvestimento da quadrilha, utilizando o confisco de bens como ferramenta principal para desestruturar a hierarquia do tráfico no Brasil.
Da Redação, com informações de agências nacionais







