
Manaus (AM) — A execução de Adilson Nápoles de Souza, 25 anos, o “Negueba”, ocorrida na manhã desta sexta-feira (30/01), na rua Olavo Bilac, bairro Compensa, zona Oeste de Manaus, trouxe à tona um histórico de crimes de alto valor. A vítima, que cumpria pena em regime aberto, foi morta com tiros na cabeça.
Adilson era apontado como o líder de um bando de oito homens que, em 29 de julho de 2022, assaltou funcionários de uma empresa de reciclagem no bairro Santo Agostinho.
O crime mobilizou a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que agora busca entender se a morte foi uma execução planejada ou uma reação a novos delitos.
As investigações apontam que Adilson possuía um histórico relevante no sistema prisional. Em 27 de fevereiro de 2023, Adilson foi preso acusado de liderar o assalto a empresa de reciclagem. Na ocasião, o grupo rendeu funcionários e levou mais de R$ 100 mil.
De acordo com a Polícia Civil, o assalto contou com a ajuda de Dorival Fonseca Saraiva, o “Val”, então funcionário da empresa, que teria passado informações privilegiadas sobre a movimentação financeira ao bando.
No momento de sua morte, “Negueba” estava cumprindo pena em regime aberto. Segundo familiares, na hora do crime, ele havia saído de casa cedo justamente para resolver pendências na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Linhas de investigação ─ A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses principais para o crime na rua Olavo Bilac: Ação de “Justiceiro” ou acerto de contas. No local, moradores relataram que a vítima estaria praticando roubos na área no momento em que foi baleada. Um atirador desconhecido teria reagido, o que configuraria um ato de retaliação imediata.
Devido ao seu histórico de grandes roubos e à sua liberdade recente, a polícia não descarta que Adilson tenha sido seguido por dois suspeitos em outra moto, que efetuaram os disparos e fugiram sem levar nada.
O local foi periciado pelo Instituto de Criminalística (IC) e o corpo removido pelo Instituto Médico Legal (IML). Imagens de câmeras de segurança da rua Olavo Bilac foram solicitadas pela DEHS para identificar se houve perseguição antes dos disparos que atingiram a cabeça da vítima.
Da Redação







