Trump anuncia ação militar na Venezuela e Maduro põe força em prontidão

A força militar americana já está tomando conta da costa do Caribe em posição de ataque ─ FOTO: Martin Bernetti/AFP/Getty Images

 

Washington (EUA) ─ O presidente americano Donald Trump advertiu, nesta quinta-feira (28/11), que agirá “muito em breve” em terra contra “narcotraficantes da Venezuela” e o presidente venezuelano Nicolas Maduro, convocou o estado de prontidão da força aérea do país para defender o território, numa escalada da tensão entre os dois países.

─ Provavelmente já se aperceberam que as pessoas já não querem entregar [droga] por mar, e nós vamos começar a impedi-las por terra. Além disso, por terra é mais fácil, e isso vai começar muito em breve. Avisámo-los para pararem de enviar veneno para o nosso país -, disse Donald Trump num telefonema com militares por ocasião do Dia de Ação de Graças.

O líder republicano, que não detalhou em que consistiriam as ações terrestres, destacou os ataques no mar das Caraíbas e no Pacífico, onde as forças norte-americanas mataram mais de 80 pessoas ao destruírem mais de 20 embarcações alegadamente ligadas ao narcotráfico, maioritariamente da Venezuela, desde 1 de setembro.

As ações foram levadas a cabo por um destacamento militar naval e terrestre na região, que inclui o maior navio militar do mundo, o porta-aviões Gerald R. Ford, com quatro mil soldados e 75 caças a bordo, que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, interpreta como uma tentativa de o afastar do poder.

O líder chavista pediu aos elementos da força aérea que estejam em “alerta, prontos e dispostos” a defenderem os direitos da Venezuela.

─ Peço-vos que estejam sempre imperturbáveis na vossa serenidade, alerta, prontos e dispostos a defender os nossos direitos como nação, como pátria livre e soberana, e sei que nunca falharão à Venezuela, sei que a Venezuela conta convosco -, disse Maduro.

O presidente venezuelano fez as declarações remotamente durante um evento liderado pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e por altos comandantes militares na base aérea de Maracay, capital do estado de Aragua (norte), para assinalar o 105º aniversário da criação da força aérea venezuelana.

Na ocasião, as tropas realizaram um exercício de simulação da interseção de um avião e de tropas invasoras.

Sim especificar, Padrino López criticou governos que “se prestam ao jogo imperialista para militarizar as Caraíbas” e apelou para que deixem de agir contra os sentimentos dos seus povos.

O ministro da Defesa fez a declaração no mesmo dia em que o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, visitou o USS Gerald R. Ford, para agradecer às tropas por enfrentarem os cartéis da droga.

Atos terroristas ─ Na quarta-feira (27/11), Hegseth esteve na República Dominicana, cujo Governo autorizou os Estados Unidos a utilizar “de forma provisória” dois aeroportos no âmbito da luta contra o tráfico de droga na região.

A região das Caraíbas foi palco, na segunda-feira (24/11), de demonstrações de bombardeiros B-52H, revelou a força aérea norte-americana na quarta-feira.

No plano interno, e também devido às manobras militares na região, a Venezuela despertou na quinta-feira com a atividade aérea civil reduzida, com Caracas a cumprir a ameaça na noite de quarta-feira (27/11) de revogar as licenças das companhias aéreas TAP, Iberia, Turkish Airlines, Avianca, Latam Colombia e Gol, que acusou de se “unirem aos atos terroristas” promovidos pelos EUA.

O Aeroporto Internacional de Maiquetia, que serve Caracas, operou na quinta-feira com uma oferta limitada de viagens, estando previstas apenas sete partidas e sete chegadas, no mesmo dia em que a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que engloba mais de 300 companhias aéreas de todo o mundo, instou as autoridades venezuelanas a reconsiderarem a revogação das concessões de voos.

Com informações do site JN

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